domingo, 17 de novembro de 2013

Pau que bate em Chico, bate em Francisco

                Embora possa parecer, não é uma homenagem ao meu avô (o famoso vô Chico). É apenas a minha opinião sobre a Ação Penal 470, popularmente e estrategicamente apelidada de “mensalão”. Opinião de um cético do poder.
                Começo do início. Quando a grande mídia começou a propagar o termo mensalão, eu logo pensei (mesmo com o pé atrás) que havia um grande pagamento mensal para nossos dedicados congressistas, um “salário extra folha”. Imaginei que, agora sim, ia-se fazer uma limpa no congresso. Afinal, são mais de 500 deputados, um absurdo mais de senadores, e para aprovação de qualquer projeto é necessário a aprovação nas duas casas, e com maioria. Excetuava-se os deputados do PT, que obviamente na minha lógica, votariam nos projetos do governo do seu partido. Mas para minha surpresa, meia dúzia de gato pingado foram acusados e, desses, ao menos 10 eram do PT. Tá, mas espera um pouco, não é Mensalão? Cadê os caras que recebiam uma quantia grande de dinheiro TODO mês?
                Mas vamos adiante, porque alguns é melhor que nada, certo? Mais alguns ficaram pelo caminho e confesso que ao longo dessa prolongada e modorrenta discussão, minha paixão de militante de esquerda arrefeceu. Até porque o nosso país alcançou vitórias históricas e importantes no campo social e econômico. Mas sempre acompanhei pela mídia e pela internet o desenrolar desse “julgamento histórico”. Quando chegou o momento dos famigerados embargos infringentes, assustei mais que gato com água. No momento em que o STF estava para decidir se qualquer pessoa, na dúvida razoável de uma decisão da Suprema Corte, teria direito a revisão de sua condenação, uma razoável parcelas de teoricamente esclarecidos cidadãos se revoltou, reclamando do caráter dos ministros supremos da justiça. O que estava em jogo era justamente a idoneidade da justiça, e a confusão ideológica de quem ainda não decidiu se vai para a direita ou para a esquerda foi gritante. Mas enfim, meu direito de contestar, que nos foi garantido na árdua luta contra a ditadura, foi mantido.
                A partir daí, resolvi me inteirar mais sobre esse “momento histórico do país’. Refletindo, muitas dúvidas me surgiram. E como não temos acesso aos autos, não tenho condições de definir se os acusados são culpados ou inocentes (nesse momento se você estiver pensando saiu na Globo, saiu na Veja, pare de ler e vá tomar uma cerveja com o rei do camarote). Então acompanhei algumas sessões do julgamento, disponíveis para todos, e passei a acompanhar todos os passos da contenda. Meu conhecimento de direito é fraquíssimo, mas alguns termos nós ouvimos desde criança: Todo mundo é inocente até que se prove o contrário, o tal amplo direito de defesa (ó os malditos embargos infringentes), transito em julgado.
                Pois foi com meu pífio conhecimento que percebi, com todas as informações que juntei, que tinha caroço nesse angu. A começar que já existia a convicção pela mídia de que existia o crime acusado. Assim, sem julgamento, sem escutar as pessoas, sem argumentação. Já tinham até o mentor, o monstro que levou nossa nação de justos e honrados homens para o lado negro da força. O julgamento já começava com os condenados. Vida fácil para o nada arrogante Batmam (vulgarmente conhecido como Joaquim), era só achar os nomes dos crimes. Aliás, uma linha sobre este senhor que venceu na vida graças as suas inúmeras qualificações: não acredito nem sob tortura em paladinos da justiça.
                Percebi que aqui, só é inocente até prova em contrário quem a mídia não escolhe para Cristo. Volto a enfatizar, não posso dizer, sem conhecimento dos autos, quem é inocente ou culpado (e talvez também não pudesse se me inteirasse sobre as provas). Foi quando eu me toquei que muitos ali não tinham foro privilegiado. Por que, então, enfrentar o julgamento diretamente no STF, paralisando a Suprema corte completamente no último ano? Existem suspeitas de BILHÕES desviados em tantos outros casos que merecem uma atenção especial, inclusive com um bem parecido com este julgado, que a mídia não apelidou de mensalão por ser do PSDB, que está quase prescrevendo por ser anterior ao do PT. Em valores então, chega a parecer uma brincadeira de mau gosto. Tem mais caroço ainda nesse angu...
                Então vieram as prisões dos condenados. Não sei se legalmente eles deveriam ser presos. Li muitas opiniões de juristas, inclusive que se proclamam ideologicamente contrários ao PT, com muitas interpretações diferentes. Mas me digam o nome de 5 pessoas que foram presas! Assim, de cabeça. Sem pesquisar. Não saberão, pois para esses grandes grupos econômicos – leia-se mídia de grande porte - só é notícia os Josés. Significativos nomes, aliás, para a ainda repugnante disputa de classes. E nesse momento, vi um dos homens mais poderosos do país proferir uma decisão que me pareceu no mínimo estranha aos ouvidos: transito parcialmente julgado. Isso mesmo. O processo chegou ao fim, mas não chegou. Não convém, isso é o que importa. Nem me aprofundarei sobre essa tal teoria de domínio de fato, pois dela sei pouco, e como foi explicado e usado pelo glorioso Batman, qualquer um de nós pode ser condenado a qualquer momento, é só o juiz ACHAR que sabíamos de alguma coisa. Aliás, com a reputação que os políticos tem aqui, todos nós já presumimos a corrupção antes dele assumir um cargo, é melhor deixar quieto. Sem falar no absurdo de gastar milhares (ou milhões?) do dinheiro público, levando os detidos para cima e para baixo de avião, sendo que alguns são condenados ao semiaberto e cumprirão pena nos seus estados. Ou seja, voltarão também de aviãozinho. Lá se vai mais um dinheirinho...
                Pois então, sempre tem aquele cara que nunca ouviu falar de nenhum conceito sobre direito, que não entendeu patavinas do que eu coloquei acima e que acha melhor ir pelos especialistas de facebook. Que tal então, ouvirmos uma ministra do STF, que votou pela condenação juntamente com todas as decisões do Batman (que era o relator), e que sabe mais de direito penal que 99% da população? Ministra Rosa Weber, que condenou os Josés, disse exatamente isso: “Não tenho PROVA CABAL contra o Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Quem sou eu para discutir com a Ministra, mas isso me soou exatamente igual ao policial que agrediu manifestantes que estavam até quietos e, perguntado qual o motivo da violência, respondeu “porque eu quis”.
                Para mim ficou claro que esse processo todo cometeu duas grandes injustiças. Não trouxe a verdade sobre o acontecido, pois o STF se deixou envaidecer com os holofotes jogados em cima deles, os perfis nas revistas e os posts bonitinhos no facebook e atropelaram todo o julgamento, sem garantir defesa decente aos acusados, e criou um tribunal de exceção, politizando seu trabalho e abrindo um grave precedente para futuras situações. Não se trata dos Josés ou Marias que hoje estão no poder, trata-se de direitos fundamentais, conquistados duramente, que dizem respeito a todos nós. Condenar sem provas, usar a autoridade de forma arrogante e desnecessária, torturar publicamente pessoas desde o início do julgamento, ou seja, antes da culpa comprovada, sequer é ato político, é ato desumano. Lembrem-se da diferença entre Justiça e Vingança.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Com eme maiúsculo

Lá onde eu trabalho tem uma morena. Não, é Morena, com eme maiúsculo. Não que ela seja grande. É estilo mignon. Vinte e cinco anos. Corpo perfeito pro tamanho, entende? Ela é aluna lá. Piercing pequeno e discreto no nariz. Não acho legal piercing no nariz, acho feio e fica vulgar na maioria das vezes. Mas nela...

Tem um sorriso que abre o dia, a voz que ensurdece todos os barulhos da maldita BR atrás de mim, ou das britadeiras caóticas que passam o dia todo tilintando no ouvido. Isso que eu sou surdo. Mas a Morena. Não sei o que ela tem assim de especial. Dela só sei o nome. Falei duas vezes, atendendo, fora os boa noites, ois e até amanhãs que faço questão de dar todos os dias. Mas me parece que ela pode a qualquer momento se desmanchar na minha boca.

Parece besteira, e deve ser. Mas acho que é o estilo que desperta fogo. Já ando cansado de sentimentos mornos, mal compreendidos, e bem interpretados demais. Tem alguma coisa nesse tipo de mulher que não me deixa transparente, ou menos visual. Acho que estou ficando cínico, fraco e vendido. Mas pela Morena vale esse desvio de conduta, um texto bobo. Se bem que no caso dela todo verbo é imbecil.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aprendi

Aprendi que a língua deve fica dentro da tua boca e no meio teu quadril. Não se usa pra falar.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mais do Mesmo

Já fiz muita coisa errada, já falei muita coisa que não devia. Já falei o que não sinto só para fazer as pessoas sentirem-se melhor. Já fiz o contrário também. Inventei histórias e mudei o final de outras, só para que ficassem melhores aos meus olhos. Já revivi passados que não queria, e fugi de outros que consumiam boa parte do meu tempo, mesmo sem querer que fossem embora. Já fiquei muito tempo sem ver amigos que amo muito, dei muito valor para outros que não mereciam tanta atenção. Já tive as piores decepções e as melhores alegrias, até hoje pelo menos. Chutei o balde quando não devia, engoli o sapo que não podia. Fui bom, fui mau. Fui mal, fui bem. Já inventei um amor, já inventei defeitos para deixar de amar. Apaixonei-me e desapaixonei rápido. Demorei para esquecer. Forcei as lembranças para não esquecer. Menti. Menti. Menti de novo. Acho que mais menti do que falei a verdade. Dizem que a verdade é só uma, mentiras podem ser muitas. E pensando bem, nenhuma delas foi por mal, ou por ser mau. Elas ou foram para fazer alguém feliz, ou para me proteger. Proteção que o tempo me mostrou necessária. Estamos nessa vida de moto, o tombo é certo. Os machucados também. Não temos como escapar da dor. O que fazemos com ela e o que guardamos dela é que nos faz seguir em frente. Porque dor se guarda. Dor serve pra ficar dentro, escondida.

Agora eu só espero a próxima, nem que seja com a mesma.

sábado, 2 de abril de 2011

SIM BEBI UM POUCO, NÃO VOU NEGAR...

Hoje não vou me preocupar com as contas pra pagar. Hoje tirei o dia pra lembrar. Hoje eu quero lembrar de quando as minhas preocupações eram de porque a guria que eu gostava não me queria. E de como o mundo desabava por causa disso. Qual a roupa que ia colocar pra ir pra escola. Como era bom usar Quasar e achar que estava cheiroso. Dançar Recklles e quase ficar com aquela menina que fazia tempo que tava afim, nas reuniões dançantes do vizinho. E quase naquela época era o máximo. Ou passar o dia jogando bola, discutindo futebol e chegar em casa e ver jogo na TV. O tempo que Engenheiros e Nenhum de Nós eram as melhores bandas do mundo. Quando refrigerante não engordava nem dava celulite. Quando as rodas de violão na praça e tomando pé sujo eram os pontos altos do fim de semana, ou então o primeiro beijo tão esperado, arquitetado há semanas. Ou então aquele churrasco, com Fanta uva e ouvindo rádio, porque CD era coisa muito nova e chique. Não que os tempos atuais sejam ruins, não que as responsabilidades, contas, filha e demais situações do meu mundo atual sejam ruins, mas naquela época eu podia tudo! Naquela época todo o mundo era meu, ele seria do jeito que eu sonhasse. Ele não tinha caretas e carecas, todas as minhas paixões podiam ser correspondidas. O pouco dinheiro não era empecilho para as realizações. O pouco era o que bastava para ser feliz. Não era necessário casa, contas, carro, não tinha preocupação com a violência. Não que ela não existisse, ela só não assustava tanto que nem hoje. Pelo menos não pra mim. E tirar a noite para fugir não me faz sentir covarde ou velho, me diz que algumas coisas que me faltam podem estar lá, que talvez eu não seja obrigado a ter tantas preocupações, e que talvez eu não tenha mudado tanto. Me faz bem sentir que o que eu sentia não era moda, e sim o que eu sou.

E Engenheiros e Nenhum de nós ainda são as melhores bandas do mundo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

DA SOCIEDADE E DAS MULHERES QUE EU AMO

Tu é a representação feminina da sociedade que eu tenho medo. Exatamente igual. Seca, medrosa, sem paixão, sem objetivo, sem amor. Personifica exatamente a sociedade moderna: faz tanta máscara para esconder os medos, tanta graça pra esconder os traumas, que os deixa em evidência. Esnoba o que exige comprometimento para deixar claro que não precisa disso, faz pouco das pessoas porque acredita que é assim que se conquista. Faz do sexo a principal arma e principal propaganda, “o que eu tenho de melhor”. Faz da falta dele um castigo. Isso é só um chiste, um desperdício de tempo.

Essa sociedade que é paradoxal, que enoja, enjoa. Ela só se maquia com a tua representação. O teu grande objetivo é sobreviver e se divertir, afinal, qual outro motivo para viver? De que adiantam os amigos se não nos servem para esse intuito? Tu ainda não sabe nem qual objetivo tu tem de vida... Não tem idéia do que vai fazer amanhã, se tudo der errado. Não sabe para onde correr se o teu dia for ruim; cada dia em um lugar. Quando teu trabalho começa a ter tua cara, não te serve mais. Não gosta da tua casa porque é a tua cara, é onde tu encontra a realidade; teu espelho. Já parou pra pensar porque as pessoas te visitam? Qual é o motivo? Tira um ou dois que nunca mais foram, o restante é o que? O nosso mundo reflete o que nós somos...

Quando que você, sociedade, parou para olhar pra mim? De verdade, sem preconceituar a nossa relação, vendo somente quem estava ali, imaginando qual o sentimento naquele momento, num exercício de empatia? Isso me dá medo. Medo porque eu não sei teu próximo passo, e te aproveita para me esculachar, me fazer de bobo que parece teu maior prazer. Me ver não acreditando nesse absurdo te faz bem. Se tudo der errado, e daí? Se tu te magoar, e daí de novo? Seja homem. Talvez a solução seja virar um eremita da tua presença. Ou talvez buscar outra sociedade.

Tem rosa que mesmo que você ágüe e retire os espinhos com cuidado e paciência, vai sempre machucar. Essas você deixa pra tras e na lembrança.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O TEXTO QUE EU TE DEVIA

Pois é. Tenho uma amiga que fala que eu sou louco, que não sou normal. Concordo e discordo. Tenho horror à gente normal. Deus me livre de ser normal. Mas louco? Será que EU sou louco. Bem, certo eu não sou, mas eu trabalho, tenho uma filha que eu amo e me ama, tenho bons amigos, sou honesto.

Tenho alguns gostos estranhos, é verdade. Vontades que não são comuns: a cada mês diferente eu tenho vontade de ir morar em um lugar diferente do Brasil ou do mundo, já troquei de curso umas dez vezes (e continuo no mesmo), entre outras situações cotidianas que a ação não é considerada normal. Então fiquei pensando qual o parâmetro que ela estava usando para ter essa opinião. Imaginei costumes familiares, mas todo mundo acha que na sua família só tem louco, não deve ser. Talvez alguma orientação religiosa, cultura criada por freqüentar algum culto? Não...

Só pode ser então nos exemplos que nós temos todos os dias das pessoas que nós confiamos, nossos líderes, ídolos. Pois bem, é mais plausível. Me comparei aos grandes líderes do mundo.

George W Bush: bom, se eu sou louco perto desse cara alguém me suicida, por favor...

Barack Obama: bom esse é mais são... o que? Ele ainda não saiu do Afeganistão e do Iraque? Ta, pula.

Hugo Chaves: bom, estatizou tudo que podia sem ter condições de assumir, ajuda um bando de traficantes em outro país, disse que pode declarar guerra contra a Colômbia... opa tava falando do Bush... não? Bah, já me confundi.

Lula: fala palavrão, tem uma maneira estranha de se comportar em cerimônias que exigem mais etiqueta, tem idéias loucas e megalômanas, é mandão, grosseiro... ééééé, talvez passe.

Sem falar dos mensaleiros, dos prefeitos de obras superfaturadas e dos policiais corruptos... Certo, são é locos é de sem vergonha.

Me comparei então com os grandes ídolos da atualidade. Aquele cara do 24 horas. Porra, o cara é preso por dirigir bêbado, expulso das boates por arranjar confusão novamente bêbado, não pára com mulher nenhuma... e a atriz acusada de roubo de um amigo, Lindsay Lohan. Faltou dinheiro, coitadinha... que exemplo. Então quem sabe um cantor? Música sempre traz bons exemplos, com exceção é claro do cara que bate na mulher, ou daquela que se internou e fugiu uma duas vezes, a Amy Winehouse. Ou o funk? Putz, me puxei.

.Tatudoerradonessaporra!!!!!!!! To loco então

Bom, na média ainda sou são, espero.

AUTO MEDICAÇÃO: É SÉRIO

Não tomo mais rebite. Isso mesmo, rebite. Aquele que os caminhoneiros usam para diminuir o tempo de entrega das suas cargas e aumentar o perigo nas estradas. Por natureza ou opção, eu sou insone. Por conceito também. Acho dormir perda de tempo, apesar de saber da importância do descanso para o corpo. Na última noite eu tive novamente problemas para dormir. Me levantei várias vezes e já era madrugada alta quando consegui tirar algumas horas de sono. E mesmo assim bastante conturbadas. Cheguei no meu serviço com muito sono. Me doía a cabeça de tanto sono. Foi quando uma colega me ofereceu o tal remédio. Conhecedor do seu efeito titubeei por um momento, mas meu trabalho exige o máximo de atenção possível. Então tomei o remédio à base desse rebite. Foi incrível. Parecia que eu tinha tido uma noite tranqüila e longa de sono. Maravilha esse negócio, pensei comigo. Deve ser dessa maneira que as pessoas agüentam a rotina desgastante de trabalho, faculdade filhos, casa...

Em Porto Alegre quando estava na outra sede da empresa tinha outra colega que usava um desses comprimidos, estava sempre com pique e não dormia mais do que 4 horas por noite em função do seu ritmo de vida. Mas agora são uma da manhã e eu ainda não consegui dormir. Efeito do remédio dimensionado com a minha insônia-natural-poropção-econceito. Meu corpo pede descanso e meu cérebro não pára de funcionar um instante. Nem algumas doses de cerveja me ajudaram ainda.

O mais engraçado é que esta mesma colega, dois dias anteriores, veio em meu auxílio por uma dor filha da puta que eu sentia há dias no pescoço. Também provável resultado dos longos períodos acordado e das noites mal dormidas. Me disse ela que era muito bom para dor, que o seu efeito era rápido. E adivinhe: eu tomei. É engraçado, passei o restante do dia com um sono terrível, cheguei em casa e dormi até chegar a hora de dormir de novo. Tomei um banho e dormi.

Cheguei à conclusão (dã) que a auto medicação não é recomendável. É sério o q os médicos dizem. Agora eu estou com todo pique, quase pronto para mais um dia de trabalho que provavelmente vou estar reduzido à um sonâmbulo consciente.

Acho que dessa vez vai só um guaraná cerebral.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

YESTERDAY

Eu estava ouvindo essa magnífica música dos Beatles e comecei a divagar sobre a letra. Fiquei pensando nas pessoas que são presas ao passado. Não falo de quem sente falta de alguma coisa que já passou, mas àquelas que vivem no pretérito. Das pessoas que deixam de aproveitar os momentos do agora por medo de perder o sentimento, que não aproveitam a oportunidade por que querem que seja igual ao que já viveram, sentiram ou presenciaram. A letra da música diz que “ontem todos os meus problemas pareciam distantes”. Quem não quer que os problemas cheguem não pode viver, não pode ter amigos, não pode amar, não pode sequer se ariscar a ter uma leve paixão. Tem que ficar em casa com medo. O medo não pode ser desculpa para não viver, ele normalmente nos diz que é pra fazer, mas com cuidado. Ontem já passou, não volta e nunca vai ser igual. Não sei se vai ser melhor ou pior, sei que vai ser diferente e que os problemas vão continuar existindo. Podem até te dar uma folga, mas eles estão lá. Não enfrentá-los ou não enfrentar o medo é adiar o inevitável. Pode não ser na mesma situação, mas eles vão voltar.

O fato é que a letra dessa música é linda, mas é música. Let it be.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Paciência

Olha, tem que ter paciência. No trabalho, em casa, na fila do banco, no trânsito caótico, com a televisão, com os filhos, com os relacionamentos... é paciência demais!

Os dias passam cada vez mais rápido, o tempo parece que encurta todos os dias e a exigência de tempo está cada vez maior. Já reparou no trabalho como tem aquele(a) que sabe tudo? Isso me irrita profundamente. Mas em nome da boa relação, paciência. No trânsito é indiscutível a necessidade da arte de engolir sapos. Adianta reclamar na fila do banco? E nem vejo TV mais, agora que não tenho mais TV a cabo... E como é difícil se relacionar com as pessoas. Sempre encontro problemas que me tiram a paciência: grudada demais, de menos, ex-namorado “urubuzando” na volta, exigência de um compromisso mais sério, descaso pelo compromisso... paciência.

Nesse ponto em especial faço questão de mencionar: COMO EU SOU AZARADO. Meu dedo é podre para escolher. Sempre caio na mão errada. Os que me conhecem sabem bem do que estou falando.

Vai chegar o dia em que além das escolhas certas, vou entrar em um banco e ser atendido rapidamente. E ainda vo viver para ver o Faustão se aposentar. Fazer o que, paciência.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O melhor e o pior

A cada jogo que passa a discussão é a mesma: será que esse técnico está a altura do time? Isso é independente de quem treina e também independente do time. O futebol é muito cliche. Há pouco tempo era o técnico do co(-)irmão que enfrentava seu inferno astral (sic). Era um treinador muito inexperiente para o time do Grêmio. Não tinha a cara gaúcha.
Agora o Inter tem o 9º melhor treinador do mundo (grande merda) e tem seu trabalho contestado. Mas a história se repete, só que a força deixa a história mal contada. Bastou uma vitória do Inter na Libertadores que Fossati voltou a ser um dos melhores treinadores do mundo! Foi o grande responsável pelo belo resultado sobre a valorosa equipe do Cerro do Uruguai (vou parar de rezar). Ainda bem que assisti o jogo tomando uma bela Ypióca.

Ainda virão muitos altos e baixos na temporada para os dois times gaúchos, mas uma coisa é certa: nenhum dos dois técnicos terá o reconhecimento necessário da crítica desportiva bairrista do trabalho realizado ao longo do tempo. O futebol no Brasil é assim, imediatista. Não precisa entender de futebol, se fizer algum milagre já ta bom.

Relembremos: o feito mais importante garganteado até hoje pelos gremistas foi a conquista da segunda divisão (de forma espetacular), conhecida como a Batalha dos Aflitos. Mano Menezes não treinou aquele time, fez macumba, trabalho ou seja lá o que for. É um bom treinador, mas não teve nada a ver com isso. No ano posterior, outro milagre. Com aquele time cansado e sem plantel, foi vice-campeão brasileiro.

Inter: Abel? Gol do Gabirú? Não vou falar mais nada!

Preciso de um gole
Visite também www.amanhaasonze.blogspot.com

terça-feira, 30 de março de 2010

Blues da Piedade

Agora eu vou cantar pros miseráveis Que vagam pelo mundo derrotados Pra essas sementes mal plantadas Que já nascem com caras de abortadas Pras pessoas de alma bem pequena Remoendo pequenos problemas Querendo sempre aquilo que não tem Pra quem vê a luz Mas não ilumina suas minicertezas Vive contando dinheiro E não muda quando é lua cheia Pra quem não sabe amar Fica esperando algém Que caiba nos seus sonhos Como varizes que vão aumentando Como insetos em volta da lâmpada Vamos pedir piedade Senhor piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor piedade Lhes dê grandeza E um pouco de Coragem CAZUZA

segunda-feira, 29 de março de 2010

Espera

Vo fuma e já volto!!!!

Estréia

Bom amigos. Essa é minha estréia no mundo dos blogs. Vou tentar resumir aqui algumas de minhas idéias com relação a tudo quanto me incomoda, do que eu sou mais crítico e do que me angustia naquele momento. Vou tentar escrever um pouco de tudo, de tudo que eu for capaz de discutir, de sentir, de ver e de beber. Quero falar de futebol, política, religião, sexo, bebidas, cigarros (ô droga), drogas, amores, paixões, programas de TV, palavrões, filhos, enfim, quero viajar na maionese. A intenção é discutir, criticar, fala besteira, acertar, aprender com os outros blogueiros. Quero um trago de informação, opiniões e até xingamentos (sem ofender é claro). Sempre depois do terceiro ou quarto copo.

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