Depois do terceiro ou quarto copo
domingo, 17 de novembro de 2013
Pau que bate em Chico, bate em Francisco
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Com eme maiúsculo
Lá onde eu trabalho tem uma morena. Não, é Morena, com eme maiúsculo. Não que ela seja grande. É estilo mignon. Vinte e cinco anos. Corpo perfeito pro tamanho, entende? Ela é aluna lá. Piercing pequeno e discreto no nariz. Não acho legal piercing no nariz, acho feio e fica vulgar na maioria das vezes. Mas nela...
Tem um sorriso que abre o dia, a voz que ensurdece todos os barulhos da maldita BR atrás de mim, ou das britadeiras caóticas que passam o dia todo tilintando no ouvido. Isso que eu sou surdo. Mas a Morena. Não sei o que ela tem assim de especial. Dela só sei o nome. Falei duas vezes, atendendo, fora os boa noites, ois e até amanhãs que faço questão de dar todos os dias. Mas me parece que ela pode a qualquer momento se desmanchar na minha boca.
Parece besteira, e deve ser. Mas acho que é o estilo que desperta fogo. Já ando cansado de sentimentos mornos, mal compreendidos, e bem interpretados demais. Tem alguma coisa nesse tipo de mulher que não me deixa transparente, ou menos visual. Acho que estou ficando cínico, fraco e vendido. Mas pela Morena vale esse desvio de conduta, um texto bobo. Se bem que no caso dela todo verbo é imbecil.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Aprendi
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Mais do Mesmo
Já fiz muita coisa errada, já falei muita coisa que não devia. Já falei o que não sinto só para fazer as pessoas sentirem-se melhor. Já fiz o contrário também. Inventei histórias e mudei o final de outras, só para que ficassem melhores aos meus olhos. Já revivi passados que não queria, e fugi de outros que consumiam boa parte do meu tempo, mesmo sem querer que fossem embora. Já fiquei muito tempo sem ver amigos que amo muito, dei muito valor para outros que não mereciam tanta atenção. Já tive as piores decepções e as melhores alegrias, até hoje pelo menos. Chutei o balde quando não devia, engoli o sapo que não podia. Fui bom, fui mau. Fui mal, fui bem. Já inventei um amor, já inventei defeitos para deixar de amar. Apaixonei-me e desapaixonei rápido. Demorei para esquecer. Forcei as lembranças para não esquecer. Menti. Menti. Menti de novo. Acho que mais menti do que falei a verdade. Dizem que a verdade é só uma, mentiras podem ser muitas. E pensando bem, nenhuma delas foi por mal, ou por ser mau. Elas ou foram para fazer alguém feliz, ou para me proteger. Proteção que o tempo me mostrou necessária. Estamos nessa vida de moto, o tombo é certo. Os machucados também. Não temos como escapar da dor. O que fazemos com ela e o que guardamos dela é que nos faz seguir em frente. Porque dor se guarda. Dor serve pra ficar dentro, escondida.
Agora eu só espero a próxima, nem que seja com a mesma.
sábado, 2 de abril de 2011
SIM BEBI UM POUCO, NÃO VOU NEGAR...
Hoje não vou me preocupar com as contas pra pagar. Hoje tirei o dia pra lembrar. Hoje eu quero lembrar de quando as minhas preocupações eram de porque a guria que eu gostava não me queria. E de como o mundo desabava por causa disso. Qual a roupa que ia colocar pra ir pra escola. Como era bom usar Quasar e achar que estava cheiroso. Dançar Recklles e quase ficar com aquela menina que fazia tempo que tava afim, nas reuniões dançantes do vizinho. E quase naquela época era o máximo. Ou passar o dia jogando bola, discutindo futebol e chegar em casa e ver jogo na TV. O tempo que Engenheiros e Nenhum de Nós eram as melhores bandas do mundo. Quando refrigerante não engordava nem dava celulite. Quando as rodas de violão na praça e tomando pé sujo eram os pontos altos do fim de semana, ou então o primeiro beijo tão esperado, arquitetado há semanas. Ou então aquele churrasco, com Fanta uva e ouvindo rádio, porque CD era coisa muito nova e chique. Não que os tempos atuais sejam ruins, não que as responsabilidades, contas, filha e demais situações do meu mundo atual sejam ruins, mas naquela época eu podia tudo! Naquela época todo o mundo era meu, ele seria do jeito que eu sonhasse. Ele não tinha caretas e carecas, todas as minhas paixões podiam ser correspondidas. O pouco dinheiro não era empecilho para as realizações. O pouco era o que bastava para ser feliz. Não era necessário casa, contas, carro, não tinha preocupação com a violência. Não que ela não existisse, ela só não assustava tanto que nem hoje. Pelo menos não pra mim. E tirar a noite para fugir não me faz sentir covarde ou velho, me diz que algumas coisas que me faltam podem estar lá, que talvez eu não seja obrigado a ter tantas preocupações, e que talvez eu não tenha mudado tanto. Me faz bem sentir que o que eu sentia não era moda, e sim o que eu sou.
E Engenheiros e Nenhum de nós ainda são as melhores bandas do mundo
quarta-feira, 21 de julho de 2010
DA SOCIEDADE E DAS MULHERES QUE EU AMO
Tu é a representação feminina da sociedade que eu tenho medo. Exatamente igual. Seca, medrosa, sem paixão, sem objetivo, sem amor. Personifica exatamente a sociedade moderna: faz tanta máscara para esconder os medos, tanta graça pra esconder os traumas, que os deixa em evidência. Esnoba o que exige comprometimento para deixar claro que não precisa disso, faz pouco das pessoas porque acredita que é assim que se conquista. Faz do sexo a principal arma e principal propaganda, “o que eu tenho de melhor”. Faz da falta dele um castigo. Isso é só um chiste, um desperdício de tempo.
Essa sociedade que é paradoxal, que enoja, enjoa. Ela só se maquia com a tua representação. O teu grande objetivo é sobreviver e se divertir, afinal, qual outro motivo para viver? De que adiantam os amigos se não nos servem para esse intuito? Tu ainda não sabe nem qual objetivo tu tem de vida... Não tem idéia do que vai fazer amanhã, se tudo der errado. Não sabe para onde correr se o teu dia for ruim; cada dia em um lugar. Quando teu trabalho começa a ter tua cara, não te serve mais. Não gosta da tua casa porque é a tua cara, é onde tu encontra a realidade; teu espelho. Já parou pra pensar porque as pessoas te visitam? Qual é o motivo? Tira um ou dois que nunca mais foram, o restante é o que? O nosso mundo reflete o que nós somos...
Quando que você, sociedade, parou para olhar pra mim? De verdade, sem preconceituar a nossa relação, vendo somente quem estava ali, imaginando qual o sentimento naquele momento, num exercício de empatia? Isso me dá medo. Medo porque eu não sei teu próximo passo, e te aproveita para me esculachar, me fazer de bobo que parece teu maior prazer. Me ver não acreditando nesse absurdo te faz bem. Se tudo der errado, e daí? Se tu te magoar, e daí de novo? Seja homem. Talvez a solução seja virar um eremita da tua presença. Ou talvez buscar outra sociedade.
Tem rosa que mesmo que você ágüe e retire os espinhos com cuidado e paciência, vai sempre machucar. Essas você deixa pra tras e na lembrança.
terça-feira, 20 de abril de 2010
O TEXTO QUE EU TE DEVIA
Pois é. Tenho uma amiga que fala que eu sou louco, que não sou normal. Concordo e discordo. Tenho horror à gente normal. Deus me livre de ser normal. Mas louco? Será que EU sou louco. Bem, certo eu não sou, mas eu trabalho, tenho uma filha que eu amo e me ama, tenho bons amigos, sou honesto.
Tenho alguns gostos estranhos, é verdade. Vontades que não são comuns: a cada mês diferente eu tenho vontade de ir morar em um lugar diferente do Brasil ou do mundo, já troquei de curso umas dez vezes (e continuo no mesmo), entre outras situações cotidianas que a ação não é considerada normal. Então fiquei pensando qual o parâmetro que ela estava usando para ter essa opinião. Imaginei costumes familiares, mas todo mundo acha que na sua família só tem louco, não deve ser. Talvez alguma orientação religiosa, cultura criada por freqüentar algum culto? Não...
Só pode ser então nos exemplos que nós temos todos os dias das pessoas que nós confiamos, nossos líderes, ídolos. Pois bem, é mais plausível. Me comparei aos grandes líderes do mundo.
George W Bush: bom, se eu sou louco perto desse cara alguém me suicida, por favor...
Barack Obama: bom esse é mais são... o que? Ele ainda não saiu do Afeganistão e do Iraque? Ta, pula.
Hugo Chaves: bom, estatizou tudo que podia sem ter condições de assumir, ajuda um bando de traficantes em outro país, disse que pode declarar guerra contra a Colômbia... opa tava falando do Bush... não? Bah, já me confundi.
Lula: fala palavrão, tem uma maneira estranha de se comportar em cerimônias que exigem mais etiqueta, tem idéias loucas e megalômanas, é mandão, grosseiro... ééééé, talvez passe.
Sem falar dos mensaleiros, dos prefeitos de obras superfaturadas e dos policiais corruptos... Certo, são é locos é de sem vergonha.
Me comparei então com os grandes ídolos da atualidade. Aquele cara do 24 horas. Porra, o cara é preso por dirigir bêbado, expulso das boates por arranjar confusão novamente bêbado, não pára com mulher nenhuma... e a atriz acusada de roubo de um amigo, Lindsay Lohan. Faltou dinheiro, coitadinha... que exemplo. Então quem sabe um cantor? Música sempre traz bons exemplos, com exceção é claro do cara que bate na mulher, ou daquela que se internou e fugiu uma duas vezes, a Amy Winehouse. Ou o funk? Putz, me puxei.
.Tatudoerradonessaporra!!!!!!!! To loco então
Bom, na média ainda sou são, espero.
AUTO MEDICAÇÃO: É SÉRIO
Não tomo mais rebite. Isso mesmo, rebite. Aquele que os caminhoneiros usam para diminuir o tempo de entrega das suas cargas e aumentar o perigo nas estradas. Por natureza ou opção, eu sou insone. Por conceito também. Acho dormir perda de tempo, apesar de saber da importância do descanso para o corpo. Na última noite eu tive novamente problemas para dormir. Me levantei várias vezes e já era madrugada alta quando consegui tirar algumas horas de sono. E mesmo assim bastante conturbadas. Cheguei no meu serviço com muito sono. Me doía a cabeça de tanto sono. Foi quando uma colega me ofereceu o tal remédio. Conhecedor do seu efeito titubeei por um momento, mas meu trabalho exige o máximo de atenção possível. Então tomei o remédio à base desse rebite. Foi incrível. Parecia que eu tinha tido uma noite tranqüila e longa de sono. Maravilha esse negócio, pensei comigo. Deve ser dessa maneira que as pessoas agüentam a rotina desgastante de trabalho, faculdade filhos, casa...
Em Porto Alegre quando estava na outra sede da empresa tinha outra colega que usava um desses comprimidos, estava sempre com pique e não dormia mais do que 4 horas por noite em função do seu ritmo de vida. Mas agora são uma da manhã e eu ainda não consegui dormir. Efeito do remédio dimensionado com a minha insônia-natural-poropção-econceito. Meu corpo pede descanso e meu cérebro não pára de funcionar um instante. Nem algumas doses de cerveja me ajudaram ainda.
O mais engraçado é que esta mesma colega, dois dias anteriores, veio em meu auxílio por uma dor filha da puta que eu sentia há dias no pescoço. Também provável resultado dos longos períodos acordado e das noites mal dormidas. Me disse ela que era muito bom para dor, que o seu efeito era rápido. E adivinhe: eu tomei. É engraçado, passei o restante do dia com um sono terrível, cheguei em casa e dormi até chegar a hora de dormir de novo. Tomei um banho e dormi.
Cheguei à conclusão (dã) que a auto medicação não é recomendável. É sério o q os médicos dizem. Agora eu estou com todo pique, quase pronto para mais um dia de trabalho que provavelmente vou estar reduzido à um sonâmbulo consciente.
Acho que dessa vez vai só um guaraná cerebral.sexta-feira, 9 de abril de 2010
YESTERDAY
Eu estava ouvindo essa magnífica música dos Beatles e comecei a divagar sobre a letra. Fiquei pensando nas pessoas que são presas ao passado. Não falo de quem sente falta de alguma coisa que já passou, mas àquelas que vivem no pretérito. Das pessoas que deixam de aproveitar os momentos do agora por medo de perder o sentimento, que não aproveitam a oportunidade por que querem que seja igual ao que já viveram, sentiram ou presenciaram. A letra da música diz que “ontem todos os meus problemas pareciam distantes”. Quem não quer que os problemas cheguem não pode viver, não pode ter amigos, não pode amar, não pode sequer se ariscar a ter uma leve paixão. Tem que ficar em casa com medo. O medo não pode ser desculpa para não viver, ele normalmente nos diz que é pra fazer, mas com cuidado. Ontem já passou, não volta e nunca vai ser igual. Não sei se vai ser melhor ou pior, sei que vai ser diferente e que os problemas vão continuar existindo. Podem até te dar uma folga, mas eles estão lá. Não enfrentá-los ou não enfrentar o medo é adiar o inevitável. Pode não ser na mesma situação, mas eles vão voltar.
O fato é que a letra dessa música é linda, mas é música. Let it be.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Paciência
Olha, tem que ter paciência. No trabalho, em casa, na fila do banco, no trânsito caótico, com a televisão, com os filhos, com os relacionamentos... é paciência demais!
Os dias passam cada vez mais rápido, o tempo parece que encurta todos os dias e a exigência de tempo está cada vez maior. Já reparou no trabalho como tem aquele(a) que sabe tudo? Isso me irrita profundamente. Mas em nome da boa relação, paciência. No trânsito é indiscutível a necessidade da arte de engolir sapos. Adianta reclamar na fila do banco? E nem vejo TV mais, agora que não tenho mais TV a cabo... E como é difícil se relacionar com as pessoas. Sempre encontro problemas que me tiram a paciência: grudada demais, de menos, ex-namorado “urubuzando” na volta, exigência de um compromisso mais sério, descaso pelo compromisso... paciência.
Nesse ponto em especial faço questão de mencionar: COMO EU SOU AZARADO. Meu dedo é podre para escolher. Sempre caio na mão errada. Os que me conhecem sabem bem do que estou falando.
Vai chegar o dia em que além das escolhas certas, vou entrar em um banco e ser atendido rapidamente. E ainda vo viver para ver o Faustão se aposentar. Fazer o que, paciência.
quarta-feira, 31 de março de 2010
O melhor e o pior