terça-feira, 20 de abril de 2010

O TEXTO QUE EU TE DEVIA

Pois é. Tenho uma amiga que fala que eu sou louco, que não sou normal. Concordo e discordo. Tenho horror à gente normal. Deus me livre de ser normal. Mas louco? Será que EU sou louco. Bem, certo eu não sou, mas eu trabalho, tenho uma filha que eu amo e me ama, tenho bons amigos, sou honesto.

Tenho alguns gostos estranhos, é verdade. Vontades que não são comuns: a cada mês diferente eu tenho vontade de ir morar em um lugar diferente do Brasil ou do mundo, já troquei de curso umas dez vezes (e continuo no mesmo), entre outras situações cotidianas que a ação não é considerada normal. Então fiquei pensando qual o parâmetro que ela estava usando para ter essa opinião. Imaginei costumes familiares, mas todo mundo acha que na sua família só tem louco, não deve ser. Talvez alguma orientação religiosa, cultura criada por freqüentar algum culto? Não...

Só pode ser então nos exemplos que nós temos todos os dias das pessoas que nós confiamos, nossos líderes, ídolos. Pois bem, é mais plausível. Me comparei aos grandes líderes do mundo.

George W Bush: bom, se eu sou louco perto desse cara alguém me suicida, por favor...

Barack Obama: bom esse é mais são... o que? Ele ainda não saiu do Afeganistão e do Iraque? Ta, pula.

Hugo Chaves: bom, estatizou tudo que podia sem ter condições de assumir, ajuda um bando de traficantes em outro país, disse que pode declarar guerra contra a Colômbia... opa tava falando do Bush... não? Bah, já me confundi.

Lula: fala palavrão, tem uma maneira estranha de se comportar em cerimônias que exigem mais etiqueta, tem idéias loucas e megalômanas, é mandão, grosseiro... ééééé, talvez passe.

Sem falar dos mensaleiros, dos prefeitos de obras superfaturadas e dos policiais corruptos... Certo, são é locos é de sem vergonha.

Me comparei então com os grandes ídolos da atualidade. Aquele cara do 24 horas. Porra, o cara é preso por dirigir bêbado, expulso das boates por arranjar confusão novamente bêbado, não pára com mulher nenhuma... e a atriz acusada de roubo de um amigo, Lindsay Lohan. Faltou dinheiro, coitadinha... que exemplo. Então quem sabe um cantor? Música sempre traz bons exemplos, com exceção é claro do cara que bate na mulher, ou daquela que se internou e fugiu uma duas vezes, a Amy Winehouse. Ou o funk? Putz, me puxei.

.Tatudoerradonessaporra!!!!!!!! To loco então

Bom, na média ainda sou são, espero.

AUTO MEDICAÇÃO: É SÉRIO

Não tomo mais rebite. Isso mesmo, rebite. Aquele que os caminhoneiros usam para diminuir o tempo de entrega das suas cargas e aumentar o perigo nas estradas. Por natureza ou opção, eu sou insone. Por conceito também. Acho dormir perda de tempo, apesar de saber da importância do descanso para o corpo. Na última noite eu tive novamente problemas para dormir. Me levantei várias vezes e já era madrugada alta quando consegui tirar algumas horas de sono. E mesmo assim bastante conturbadas. Cheguei no meu serviço com muito sono. Me doía a cabeça de tanto sono. Foi quando uma colega me ofereceu o tal remédio. Conhecedor do seu efeito titubeei por um momento, mas meu trabalho exige o máximo de atenção possível. Então tomei o remédio à base desse rebite. Foi incrível. Parecia que eu tinha tido uma noite tranqüila e longa de sono. Maravilha esse negócio, pensei comigo. Deve ser dessa maneira que as pessoas agüentam a rotina desgastante de trabalho, faculdade filhos, casa...

Em Porto Alegre quando estava na outra sede da empresa tinha outra colega que usava um desses comprimidos, estava sempre com pique e não dormia mais do que 4 horas por noite em função do seu ritmo de vida. Mas agora são uma da manhã e eu ainda não consegui dormir. Efeito do remédio dimensionado com a minha insônia-natural-poropção-econceito. Meu corpo pede descanso e meu cérebro não pára de funcionar um instante. Nem algumas doses de cerveja me ajudaram ainda.

O mais engraçado é que esta mesma colega, dois dias anteriores, veio em meu auxílio por uma dor filha da puta que eu sentia há dias no pescoço. Também provável resultado dos longos períodos acordado e das noites mal dormidas. Me disse ela que era muito bom para dor, que o seu efeito era rápido. E adivinhe: eu tomei. É engraçado, passei o restante do dia com um sono terrível, cheguei em casa e dormi até chegar a hora de dormir de novo. Tomei um banho e dormi.

Cheguei à conclusão (dã) que a auto medicação não é recomendável. É sério o q os médicos dizem. Agora eu estou com todo pique, quase pronto para mais um dia de trabalho que provavelmente vou estar reduzido à um sonâmbulo consciente.

Acho que dessa vez vai só um guaraná cerebral.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

YESTERDAY

Eu estava ouvindo essa magnífica música dos Beatles e comecei a divagar sobre a letra. Fiquei pensando nas pessoas que são presas ao passado. Não falo de quem sente falta de alguma coisa que já passou, mas àquelas que vivem no pretérito. Das pessoas que deixam de aproveitar os momentos do agora por medo de perder o sentimento, que não aproveitam a oportunidade por que querem que seja igual ao que já viveram, sentiram ou presenciaram. A letra da música diz que “ontem todos os meus problemas pareciam distantes”. Quem não quer que os problemas cheguem não pode viver, não pode ter amigos, não pode amar, não pode sequer se ariscar a ter uma leve paixão. Tem que ficar em casa com medo. O medo não pode ser desculpa para não viver, ele normalmente nos diz que é pra fazer, mas com cuidado. Ontem já passou, não volta e nunca vai ser igual. Não sei se vai ser melhor ou pior, sei que vai ser diferente e que os problemas vão continuar existindo. Podem até te dar uma folga, mas eles estão lá. Não enfrentá-los ou não enfrentar o medo é adiar o inevitável. Pode não ser na mesma situação, mas eles vão voltar.

O fato é que a letra dessa música é linda, mas é música. Let it be.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Paciência

Olha, tem que ter paciência. No trabalho, em casa, na fila do banco, no trânsito caótico, com a televisão, com os filhos, com os relacionamentos... é paciência demais!

Os dias passam cada vez mais rápido, o tempo parece que encurta todos os dias e a exigência de tempo está cada vez maior. Já reparou no trabalho como tem aquele(a) que sabe tudo? Isso me irrita profundamente. Mas em nome da boa relação, paciência. No trânsito é indiscutível a necessidade da arte de engolir sapos. Adianta reclamar na fila do banco? E nem vejo TV mais, agora que não tenho mais TV a cabo... E como é difícil se relacionar com as pessoas. Sempre encontro problemas que me tiram a paciência: grudada demais, de menos, ex-namorado “urubuzando” na volta, exigência de um compromisso mais sério, descaso pelo compromisso... paciência.

Nesse ponto em especial faço questão de mencionar: COMO EU SOU AZARADO. Meu dedo é podre para escolher. Sempre caio na mão errada. Os que me conhecem sabem bem do que estou falando.

Vai chegar o dia em que além das escolhas certas, vou entrar em um banco e ser atendido rapidamente. E ainda vo viver para ver o Faustão se aposentar. Fazer o que, paciência.

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