quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Com eme maiúsculo

Lá onde eu trabalho tem uma morena. Não, é Morena, com eme maiúsculo. Não que ela seja grande. É estilo mignon. Vinte e cinco anos. Corpo perfeito pro tamanho, entende? Ela é aluna lá. Piercing pequeno e discreto no nariz. Não acho legal piercing no nariz, acho feio e fica vulgar na maioria das vezes. Mas nela...

Tem um sorriso que abre o dia, a voz que ensurdece todos os barulhos da maldita BR atrás de mim, ou das britadeiras caóticas que passam o dia todo tilintando no ouvido. Isso que eu sou surdo. Mas a Morena. Não sei o que ela tem assim de especial. Dela só sei o nome. Falei duas vezes, atendendo, fora os boa noites, ois e até amanhãs que faço questão de dar todos os dias. Mas me parece que ela pode a qualquer momento se desmanchar na minha boca.

Parece besteira, e deve ser. Mas acho que é o estilo que desperta fogo. Já ando cansado de sentimentos mornos, mal compreendidos, e bem interpretados demais. Tem alguma coisa nesse tipo de mulher que não me deixa transparente, ou menos visual. Acho que estou ficando cínico, fraco e vendido. Mas pela Morena vale esse desvio de conduta, um texto bobo. Se bem que no caso dela todo verbo é imbecil.

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